domingo, 5 de julho de 2009

Frases da semana passada

  1. Seu olhar está diferente!?
  2. Vou pensar que você não é competente...;
  3. Não sei pra que você trabalha tanto nisso.... Eu não vejo nenhuma diferença!
  4. O álcool é a causa e a solução de todos os males.
  5. Aprenda a dizer NÃO!
  6. Espremer limão no shabat não é permitido.
  7. A raíz do meu dente trincou...
  8. Seu grosso!
  9. Arrumaram a internet, mas o sinal da TV caiu!
  10. Ele não morde... Ele é masinho.
  11. São Mateus não é o centro do Universo.
  12. Você pode estar sendo vítima de pirataria.
  13. No pasarán!
  14. Sou filho adotivo.
  15. Te conheço a pouco tempo, mas posso dizer que te conheço bem.
  16. Oy!

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Naturalmente, sem correr, bem de vagar

Meu s braços queriam os seus

Meus olhos os teus olhos

Meus ouvidos tua voz

Foi assim, de repente, eu estava confuso

Desnorteado, articulado, mas mudo

E no fundo meus olhos diziam tudo

O que eu não quis dizer.

Mudo de pensamento, sem lugar

Procuro outro contentamento

Mas minto, pra mim

Minto e nem coro

das coisas que finjo não ver.

Mas, dá-me tua mão,

deixa sentir seu seio.

Mata em minha alma este desejo

De viver um dia em sua linda

Ilusão de ser.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Poetas

Poetas mortos
poetam melhor
que os vivos
que os não-nascidos
melhor que eu

Poetas vivos
poetam melhor
que os não-nascidos
que os não-escritos
melhor que eu

Quando eu for um poeta
morto
e poetarei poesias pitorescas
prosaicas romanescas
melhor
que eu

Melhor que os mortos
que os vivos
que os não-nascidos
mas ainda não melhor
que eu

(tradução livre do Poema Meshorerim metim)

Onde está?

Procuro na vida
o sentido, na verdade, o ido
se foi e não volta mais.

procuro as letras
escritas e secretas
(a)mostras abstratas
nos muros escondidas

procuro nas coisas
o claro escuro
agridoce sabor
que se eleva feito fumaça
às narinas de Deus

procuro mais
entender e perceber
na procura que obter permanecer
hoje como amanhã

procuro um homem, um se quer
com a lâmpada acesa na acese do dia
no lusco-fusco do sol a pino
meu destino?
a aurora não chegou

procuro porque a procura
é pelo nada
e vã é a jornada
eterna procura por procurar.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Comunicado

Depois de algum tempo Boaz está de volta.
Não foi crise de criatividade nem perda de tesão. Foi falta de tempo e cansaço.
Mas agora voltamos a ativa e em breve teremos mais.

Forte abraço,

Boaz ben Av

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Eterno Déjà vu


O que vi ontem voltou hoje;
os caminhos por onde passei são os mesmos
tudo sempre igual.
O mundo, hoje, não vai mal.
Mas o Sol, nasceu mais uma vez
E esse vento no meu rosto de viés
refresca com secura a minha tez.

Este mês
trabelhei duro,
paguei o seguro,
vaguei pelo escuro
das telas claras do computador.

Olhei pra fora
E vi você de cabelos negros,
lambendo os dedos
e querendo amor.

Tudo sempre o mesmo
tudo claro como o breu azul
neste sonho real do meu eterno déjà vu.

Rotina


A rotina corre no trilho parada
vai e vem sempre a mesma.
Erma travessia que ia
que vem e que vai
e cai ressecada
olvidada da vida,
da lida,
desse tempo
que se esvai.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Meu filho.


Quero fazer uma poesia só minha
um corpo de palavras que caminha
Anda pelos corredores das secas goelas
pelas roucas cordas pretas
vocalizadas pelo hálito do amor.
Um filho feito de versos
olhos de estrelas, olhos de luz
No peito universo.
Inverso de si mesmo
igual a um outro
que erra a esmo
e sempre volta
pra se chorar e se desmanchar
em borrão.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Urbe II


A cidade de Anchieta feita a mão, humano viveiro
feito prédio de poesia, vendida na galeria
volta aos Concretos de letras engenheiros.

Bebe gelada a cerveja, embriaga copos ao meio
no grito alto: Gol! Show da massa
Neste erótico conto, branco e vermelho.
E vista de baixo. Cinza sobe a fumaça.

Por uma das lotações e ônibus
Engarrafada a avenida foi cruzada
E foi cruzado o céu pelo Airbus

Nauseada, boca-quente na TV.
Uma cidade encantada, rouca como macho,
na encruzilhada Pinheiros-Tietê.
Foi posto um despacho.

Urbe I


Foi posto um despacho
na encruzilhada Pinheiros-Tietê.
Uma cidade encantada, rouca como macho,
Nauseada, boca-quente na TV.

Foi cruzado o céu pelo Airbus.
Engarrafada a avenida foi cruzada
por uma das lotações e o ônibus.

Vista de baixo. Cinza sobe a fumaça.
Neste erótico conto, branco e vermelho
no grito alto: Gol! Show da massa
bebe gelada a cerveja embriaga copos ao meio.

Volta aos Concretos de letras engenheiros
feito prédio de poesia, vendida na galeria
À cidade de Anchieta feita a mão, humano viveiro.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Construção


Um sorriso pela manhã acordou o dia
Não era homem ou mulher, mas um bebê que sorria
Um olhar de pedido que me via
A mão com carinho descarado a seu pedido cedia
Assim cresce a construção...

O e-mail trocado: “Te amo”, no meio do dia
A mulher velha ajudada agradece a cortesia
Atenção para o amigo cujo relato comovia
Assim cresce a construção...

Cresce, encorpa e floresce
Carrega-se de frutos que gostos apetecem
Maduros os dias, seus frutos descem
À terra caindo perto da madeira
E novas construções fortalecem
Esta é a via e todo o Ser humano.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Em PretoeBranco


Em preto e branco vai a vida
sobe escada e rebola ainda
corre solta na avenida
flutua e fura os faróis.

Em preto e branco calça-e-camisa
garçom na mesa chope descia
padre na missa altar subia
brilham nos céus outros sóis

Em preto e branco festeja a alegria
dura realidade clara fugidia
brindam juntas as amigas bebem alcoóis

Em preto e branco toca piano, marimba ria
cerimônia dança catarse euforia
amor virgem alvo mancha lençóis.

Em preto e branco têm suas crias
crescem crianças correm estes dias
e envelhece a vida.
- Amor, agora, enfim sós!

domingo, 17 de agosto de 2008

Destino


Cada coisa tem seu destino.
O destino do coração, emocionar,
o destino da boca, falar.
Mas como falar o não experimentado?

Cada coisa tem seu destino.
O destino do caminho, guiar,
o destino do pé, caminhar.
Mas como ir onde, ainda, não se sabe?

Cada coisa tem seu destino.
O destino da mão, tocar,
o destino da arte, agradar,
Mas como agradar-se do intangível?

Cada coisa, cada coisinha um destino tem.
O destino do Homem, conhecer,
o destino do mundo, ocultar.
Mas só se conhece o que se sente
o que se fala, o que se experimenta,
onde se vai e o que agrada.
Mas como?

domingo, 10 de agosto de 2008

Sub


Suburbano toca o relógio 6h00 da manhã.
Maçã do rosto apertada no transporte, público, subumano.
A cidade se espalha mancha sub-atômica em baixo da ponte Ser-Hum-mano.
Ano que vem sobre o espaço de aço do prédio de vidro verde como o dólar.
Sobrancelha levantada sob o espanto da notíca, a polícia e o ladrão.
Ninguém é insubstituível na seleção sub-vinte da empresa.
Almoço, sempre o mesmo gosto de meio-dia todo bife, salada, arroz-e-feijão.
A noite veio e com ela o subterfúgio para a fuga,
crua e nua para correr. O que fazer ao sábado?
São brasileiros atarefados, subitamente ameaçados...
Porque a vida suspirou.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Meu coração.


Frio no peito
geléia-real da ciência
acaricia o externo
a procura da fibra
que vibra 120 vezes por minuto.
Desfibrila 220 joules... um luto.

O Eco na tela figura pretoebranca.
A imagem é de eco e nem um resto
da coisa imaginada surge.
Ruge, e urge, e pulsa disforme.
Contraste, brilho, cinza.

-Onde está?

Não encontro a emoção,
nada de sentimento.
E neste momento...

-Pode se virar, por favor!

Nada na aurícula,
nada no ventrículo.
Sístole e diástole.
-Um sopro!
Mas tudo OK.

-Acabou.

Vou sair desta sala,
e procurar naquela mala
o poema que descrevia um coração.
Vou copiá-lo perfeito
Vou pregá-lo no peito
neste lado, o direito.
O da mediciana foi uma decepção.