segunda-feira, 28 de junho de 2010

Um toque


amor eu sei Jogar
não sei Amor
mas se quiser
Me liga.

sábado, 1 de maio de 2010

Poema avulso II



O que digo é da boca pra fora,
e jorra, escorre. Palavra,
sem sentido procurando
o rumo do vento para voar...
e flutuar... progredir... e difundir...
Então cai.
Se fixa no chão e seca
morta, se abre pro céu...
Caem sobre ela argumentos,
modos e outros pensamentos.
Procura a terra, fica em pé,
e cresce num amálgama de outros temas

e morfemas, teoremas, significados.
Agora, já desponta uma ideia, minha.
Um ideograma de sentido hermético,
mimético de outras palvras e ideias em cadeia,
então, desabrocha a síntese. O resultado,
que verbaliza, dimamiza, concretiza
e voa...voa...
Como palavra que foi dita da boca pra fora
que jorra, escorre à procura de outro sentido.

Poema avulso I


A lei de minhas frases
é constituição intrisceca de mim
que constitui algo maior que eu,
o nós...
Que de dentro para fora constitui corpo
com outras leis constituídas de outrém,
o Homem...
Que de fora para dentro
recebe leis que demonstram sua frágil conformação...
Que é o vil e elemental Pó.

domingo, 21 de março de 2010

Ilhas de Estórias

Pessoas, seguidores, amigos, nobres desconhecidos.
Agora também ataco na área da prosa. Clique no link "Ilhas de estórias" para aceder (aceder é coisa chique, rerere) à página de contos e afins.
Deem uma olhada e deixem suas impressões o Boaz agradece.

Boaz Novas de cara nova


Porque mudar é da vida!

sábado, 20 de março de 2010



Escrevo freneticamente,
absurdamente, monstruosamente, despudoradamente.
E clico, e teclo, e Enter.
Poema escrito, sentido exprimido,
e remenda de cá, alitera de lá...
O led, a caneta, o martelo, o cinzel.
Mas que beleza Deus do céu!

Agora ao correio, à caixa de e-mail
clica,
saída,
(Espero que gostem. - entusiamo)
Enviar? OK!
...

O e-mail não chegou?
A palavra teclada cessou!
Ô memória de minhoca essa minha
que não lembra do escrito.
Ô servidor infernal
que legou minha obra-prima ao esquecimento banal.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

à polícia chinesa
Escancarado aquele ato
despudorado enfrente ao público.
Isso deveria ser proibido!
A um castigo submetido!
Essas pessoas que se expõe assim.

No meio das ruas
com o povo a circundar.
Plena quinze pras duas.

Línguas e lábios
E doces carícias
Boca um átrio
Um ósculo de malícia
Chamem a polícia!...

Imoral que nada!
Incerta é a intenção descarada
de sentimentos recalcada
ao se proibir o beijar.

domingo, 15 de novembro de 2009

Luz negra

Luz brilha
no escuro
rotundo
mudo.
Uso
um largo
sorriso
tamanho 40.
Me responde
esse e-mail
Sua resposta veio.
Dorme logo,
e desliga a luz.

Frases dos últimos dias.

Adeus, pessoal... Vou sentir falta de vocês.
Ele tá apaixonado por uma dançarina de Axé. Oy!
Não instalaram o Office completo na minha máquina....Que raiva.
Eu já me apaixonei duas vezes nesses últimos tempos...
Liberdaaaadji, Chefinha!
Fechou a fábrica... ele fez vasectomia.
Juiz ladrão!
Eu vou falar com você na língua dos Cegos!!!
O Problema é uma Dificuldade.
Você quer ser Feliz ou ter Razão?
Isso é uma Falsa Calúnia.
Eu quero água gelada sem gelo.
No Comments!

sábado, 14 de novembro de 2009

O violino geme grave....
Num impulso súbito te puxo pelo braço.
Você resiste.
Mexo as pernas e me aproximo pousando a mão envolta do seu quadril.
Você arqueja pra trás.
O badoneon atinge notas altas, cadenciadas, floreadas de paixão.
Arrastamos os pés pelo chão como quem acaricia o solo, e rapidamente apanho seu pescoço.
De leve puxo seus cabelos.
Você geme baixo.
Entrelaça as pernas nas minhas como quem quer fugir.... dá passos sem se deslocar.
Sinto seu cheiro.
Tão próximo estou que posso perceber as irregularidades de sua pele.
Suave.
Caminhamos pelo salão de rosto colado no ritmo das semifusas, confusas e perdidas de amor, de calor.
Todos nos olham.
Você se joga.
Te apanho no ar.
Vagarosamente você desce. Escorrega como serpente
que sente a melancolia de se dar inteira de tão explicita maneira.
Trocamos carícias ao som frenético.
Quase um beijo.
Um gemido do contra-baixo.
Estamos unidos sob um campo magnético de som, de cor, de olhares, de sentimentos...
Os instrumentos silenciam, as palmas o ar enchiam.
Tudo pleno de prazer.
Nos separamos.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Sol da Meia-noite

Não estou
não sou
não soou
não és
Nada de ninguém
delírios de noite além

terça-feira, 7 de julho de 2009

Ilha de Maré

Corpo feito de sargaço
De malha brilhante aço
Vagando pra lá e pra cá
Subindo, descendo
Ao sabor do vento
Que sopra lento
Esvaindo na vazante má
Arribando na maré cheia
Redonda a Lua atrai
As folhas dos coqueiros
Que olham o sol céu como girassóis
Leves esbeltos altaneiros
Areia quente de vapor de luz
Sente o lamber molhado
Do mar que lhe seduz.
E tudo é mar,
E tudo é céu,
Tudo parece o que não é
Nesta Ilha de maré.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Minha Flor


Do outro lado da janela de vidro está a minha flor
Cadente ao vento, olhando pro sol.
Brotada entre espinhos,
Garrafas de vinho,
Uma semente sonhou.
Crescida lá fora
Decidida senhora
Da alegria da chuva
Do vento gentil.
Minha flor auri-verde
Exalando seus cheiros
Alegrando meus dias
De ar-condicionado.
A janela nos separa
Eu – minha flor.
Minha mão a agarra
Em meu coração
O vidro gelado.
Da pétala ouro,
o sol se foi...
Cabisbaixa minha flor
A pétala à noite cai
A luz se apaga
O vento resvala.
Amanhã a flor vai voltar.

domingo, 5 de julho de 2009

Frases da semana passada

  1. Seu olhar está diferente!?
  2. Vou pensar que você não é competente...;
  3. Não sei pra que você trabalha tanto nisso.... Eu não vejo nenhuma diferença!
  4. O álcool é a causa e a solução de todos os males.
  5. Aprenda a dizer NÃO!
  6. Espremer limão no shabat não é permitido.
  7. A raíz do meu dente trincou...
  8. Seu grosso!
  9. Arrumaram a internet, mas o sinal da TV caiu!
  10. Ele não morde... Ele é masinho.
  11. São Mateus não é o centro do Universo.
  12. Você pode estar sendo vítima de pirataria.
  13. No pasarán!
  14. Sou filho adotivo.
  15. Te conheço a pouco tempo, mas posso dizer que te conheço bem.
  16. Oy!

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Naturalmente, sem correr, bem de vagar

Meu s braços queriam os seus

Meus olhos os teus olhos

Meus ouvidos tua voz

Foi assim, de repente, eu estava confuso

Desnorteado, articulado, mas mudo

E no fundo meus olhos diziam tudo

O que eu não quis dizer.

Mudo de pensamento, sem lugar

Procuro outro contentamento

Mas minto, pra mim

Minto e nem coro

das coisas que finjo não ver.

Mas, dá-me tua mão,

deixa sentir seu seio.

Mata em minha alma este desejo

De viver um dia em sua linda

Ilusão de ser.