"Ser poeta não é uma ambição minha. É a minha maneira de estar sozinho." Alberto Caeiro
domingo, 29 de agosto de 2010
Quando caí em mim fugi pro monte.
No abismo de mim, submerso no egoísmo
de dor, minha, que tortura a alma.
Acima, as nuvens formam rostos,
que ao vento se tornam rotos.
Monstros, inferno dos outros.
No fundo deste ser que se contorce imóvel
no alto do monte.
A cidade à seus pés.
O vento ascende em viés.
Estupida alegria da ralé
perturba a calma deste poço em mim;
que se evapora à beira do abismo deste mesquinho fim.
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Morning
Breath in, breath out.
Fresh air into my lungs
Shivers up my mind.
Breath in, breathe out.
Blue building, tall,
Across the street,
Into the sky of blues.
Breath in, breath out.
A sight of two blue eyed blondes
Talking out boring words in.
Breath in, breath out.
And the mind doesn't mind
We're here, still and alive.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
sábado, 1 de maio de 2010
Poema avulso II

e jorra, escorre. Palavra,
sem sentido procurando
o rumo do vento para voar...
e flutuar... progredir... e difundir...
Então cai.
Se fixa no chão e seca
morta, se abre pro céu...
Caem sobre ela argumentos,
modos e outros pensamentos.
Procura a terra, fica em pé,
e cresce num amálgama de outros temas
e morfemas, teoremas, significados.
Agora, já desponta uma ideia, minha.
Um ideograma de sentido hermético,
mimético de outras palvras e ideias em cadeia,
então, desabrocha a síntese. O resultado,
que verbaliza, dimamiza, concretiza
Agora, já desponta uma ideia, minha.
Um ideograma de sentido hermético,
mimético de outras palvras e ideias em cadeia,
então, desabrocha a síntese. O resultado,
que verbaliza, dimamiza, concretiza
e voa...voa...
Como palavra que foi dita da boca pra fora
que jorra, escorre à procura de outro sentido.
que jorra, escorre à procura de outro sentido.
Poema avulso I
domingo, 21 de março de 2010
Ilhas de Estórias
sábado, 20 de março de 2010

Escrevo freneticamente,
absurdamente, monstruosamente, despudoradamente.
E clico, e teclo, e Enter.
Poema escrito, sentido exprimido,
e remenda de cá, alitera de lá...
O led, a caneta, o martelo, o cinzel.
Mas que beleza Deus do céu!
Agora ao correio, à caixa de e-mail
clica,
saída,
(Espero que gostem. - entusiamo)
Enviar? OK!
...
O e-mail não chegou?
A palavra teclada cessou!
Ô memória de minhoca essa minha
que não lembra do escrito.
Ô servidor infernal
que legou minha obra-prima ao esquecimento banal.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Escancarado aquele ato
despudorado enfrente ao público.
Isso deveria ser proibido!
A um castigo submetido!
Essas pessoas que se expõe assim.
No meio das ruas
com o povo a circundar.
Plena quinze pras duas.
Línguas e lábios
E doces carícias
Boca um átrio
Um ósculo de malícia
Chamem a polícia!...
Imoral que nada!
Incerta é a intenção descarada
de sentimentos recalcada
ao se proibir o beijar.
despudorado enfrente ao público.
Isso deveria ser proibido!
A um castigo submetido!
Essas pessoas que se expõe assim.
No meio das ruas
com o povo a circundar.
Plena quinze pras duas.
Línguas e lábios
E doces carícias
Boca um átrio
Um ósculo de malícia
Chamem a polícia!...
Imoral que nada!
Incerta é a intenção descarada
de sentimentos recalcada
ao se proibir o beijar.
domingo, 15 de novembro de 2009
Frases dos últimos dias.

Ele tá apaixonado por uma dançarina de Axé. Oy!
Não instalaram o Office completo na minha máquina....Que raiva.
Eu já me apaixonei duas vezes nesses últimos tempos...
Liberdaaaadji, Chefinha!
Fechou a fábrica... ele fez vasectomia.
Juiz ladrão!
Eu vou falar com você na língua dos Cegos!!!
O Problema é uma Dificuldade.
Você quer ser Feliz ou ter Razão?
Isso é uma Falsa Calúnia.
Eu quero água gelada sem gelo.
No Comments!
sábado, 14 de novembro de 2009

Num impulso súbito te puxo pelo braço.
Você resiste.
Mexo as pernas e me aproximo pousando a mão envolta do seu quadril.
Você arqueja pra trás.
O badoneon atinge notas altas, cadenciadas, floreadas de paixão.
Arrastamos os pés pelo chão como quem acaricia o solo, e rapidamente apanho seu pescoço.
De leve puxo seus cabelos.
Você geme baixo.
Entrelaça as pernas nas minhas como quem quer fugir.... dá passos sem se deslocar.
Sinto seu cheiro.
Tão próximo estou que posso perceber as irregularidades de sua pele.
Suave.
Caminhamos pelo salão de rosto colado no ritmo das semifusas, confusas e perdidas de amor, de calor.
Todos nos olham.
Você se joga.
Te apanho no ar.
Vagarosamente você desce. Escorrega como serpente
que sente a melancolia de se dar inteira de tão explicita maneira.
Trocamos carícias ao som frenético.
Quase um beijo.
Um gemido do contra-baixo.
Estamos unidos sob um campo magnético de som, de cor, de olhares, de sentimentos...
Os instrumentos silenciam, as palmas o ar enchiam.
Tudo pleno de prazer.
Nos separamos.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
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