segunda-feira, 21 de abril de 2008

Tesoura


Cresce cabelo, unha, pêlo. Corta.
Mais tecido cresce da máquina, papel de escrever. Corta.
Nota azul, no boletim, vermelha . Corta
Cresce erva, na soleira, daninha colheita. Horta.
Torto ramo, vira um pouco, a pleura do coração. Morta.
Nasce mais um, umbigo, plascenta. Corta.
Nota: sol, mi, ré, dollar, cai juros. Economia Torta.
Taxa de colesterol, PIB, inflação, amor. Corta.
No início era a foice, e ela foi-se e faca ficou...
o corte cirúrgico, estética forma. Natureza Morta.
Na delicadeza do bisturí a beleza. Forma.
Tesoura, moura de tradição, apara a vida.
Numa estética emoção.

Um comentário:

Cláudia Banegas disse...

Adorei esse poema...diferente, mas cativante. Um bjão e parabéns!