domingo, 23 de março de 2008

Aos escritores contemporâneos

A poesia Contemporânea nacional toma rumos, que em minha opinião, distanciam-se cada vez mais o leitor deste gênero literário. Se prestarmos bastante atenção nas produções on-line o que se vê é um misto de "intimismo-autista-ultra-romântico-edonista-existencialista-auto-ajuda". Pode parecer exagero, mas prestem bem atenção às produções "poéticas" disponíveis na net! Ou mesmo os novos lançamentos editoriais, se é que se pode achar algum!"

Não há compromisso com a beleza, ou com uma mensagem, nem mesmo com o leitor. "Que se dane sua capacidade interpretativa o que vale mesmo é escrever e isso basta!"

Esta é, em minha opinião, a atitude da maioria dos "pseudo-poetas" ou "pseudo-literatos", todos togados achando que pra escrever é necessário seu diploma de Língüítica ou dum curso de letras. Um academicismo de nariz em pé, uma arrogância fake.

E o que eles escrevem?
Eu respondo. NADA!

Falam mal e escrevem mal de tudo e de todos, nada presta e o melhor que eles fazem é ininteligível, por que não há nenhum comprometimento com o leitor, com o outro.
Onde estão os Paulo Lemisnki de hoje? E os Glauco Mattoso.... Estão por aí sendo vilipendiados por estes cri-críticos metidos a Cult... E sinceramente, pra mim Cult é quem vai a Igreja todo Domingo!

Cada dia que passa, quanto mais leio, quanto mais converso percebo que as pessoas estão cada vez mais ocas; ou como diria um otimista: "Estão mais cheias de Ar". Este é um sintoma de nosso egoismo-autista atual, nosso mal-do-século, um vazio existencial, um vazio de significado em busca do prazer intenso, artificial e rápido. Vide o Êxtase, o BBB, as Raves.

Liberal que sou apoio a liberdade, isso está implícito, mas não posso me furtar a criticar a superficialidade, a artificialidade, a "arte fast-food" de consumo rápido e barato. Não sou saudosista; mas o que gostaria muito de ver é a criação de algo realmente simples e tocante, algo que lance mão das novas técnicas para desvelar o interior deste homem do início do século 21. Um homem Ahead, Advanced, Fashion-freak, e plugado; mas ao mesmo tempo triste, esgotado e que morre perplexo com tudo o que não pode viver.

Assim como escritores e poetas devemos ser simples, ser mais humildes, ser inspirados pela beleza do outro e deste novo mundo que nos cerca. Devemos escrever menos e melhor. As futuras gerações agradecem.

3 comentários:

dubego disse...

opa!! valeu pelo comentário no {chá a mesa}
vou adicionar seu blog nos meus links oka?

abraço!

José Oliveira Cipriano disse...

Olá, amigo!
Seu texto é muito interessante e revela seu posicionamento em ralação aos rumos que o homem busca neste mundo globalizado, guiado pelo imediatismo, pela superficialidade e pela perda da capacidade de parar e olhar nos olhos do outro, de ouvi-lo, entendê-lo, ajudá-lo, se possível!
Parabéns!!!
Um grande abraço,

Oliveira

Corso disse...

well, well...

eu disagree em partes...

leminski?
glauco?
putz...

se bem que não tem muitos mais pra citar...gullar, arnaldo antunes, drummond, os andrades lá, os campos cá, essa turma toda...a poesia brasileira nunca foi lá grande coisa...como esperar que agora melhore?

mas isso ae, só uma nota mesmo...

abrasssssssssss