sábado, 7 de julho de 2007

Número 3



Egoísta que sou
Só falo de mim.
Na minha escrita,
Em versos assim.
Na verga da porta
Meu nome escrito.
Na verdade, a porta
Esconde o inimigo.
Aberta pro mundo
Fechada pra mim.
Meu egoísmo,
Minha atividade,
Minha idade,
Meus versos…
Inversos de mim.

Procuro poesia
Na casa, na asa,
Na massa, na garça…
Mas nada é virtude
Só há decrepitude
Nesta cidade
De ferro e concreto.
Poetas concretos,
Túmulos de concreto;
Para o passado enterrar
E bem longe ficar
De tudo.
Do além
Da poesia
E de mim.

Um comentário:

Mariana disse...

Realmente a situação é lamentável!
Podiamos fazer livros em forma de chip.O que vc acha?Será que as pessoas os comprariam?E poderiamos começar com os de lingüística!!!rs