sábado, 18 de agosto de 2007

Junk Poem



Para Vik Muniz
O artista moderno não usa mais pincel
Usa peças, engrenagens, diodos, barris
Estas são suas tintas numa insuspeita tela.

A tela é o chão de um galpão
O cimento frio, branco, é o fundo
Para de coisas sem valor recriar
Imagens, mensagens, pastagens
De mestres passados.

“Põe mais porcas aqui,
Põe mais metal lá no alto.”
Panos vermelhos, restos azuis
Compõe uma obra de Caravaggio.

Um lago de peças, uma imagem no chão,
Uma tela repleta de arames e vãos.
A pintura do mestre é lembrada, relida.
Um Narciso de lixo olha sua imagem
Alguns séculos depois numa junk miragem

Um comentário:

ellen fante disse...

Lucas
Eu não vou fazer uma analise agora, pq daqui a poco a gente vai almoçar... mas to passando aqui pra deixar meu agradecimento pelas analises e deixar um abraço tambem.
Hasta luego muchacho!
Besitos